ARTISTA

Andréia Nhur

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Artista híbrida, transita entre teatro, dança e música, em trabalhos solos ou em parcerias com os grupos sorocabanos Pró-Posição Dança e Katharsis Teatro, liderados por seus pais, a coreógrafa Janice Vieira e o diretor de teatro Roberto Gill Camargo. Herdeira de uma tradição familiar ligada à contra-cultura e às primeiras experiências em dança contemporânea no Brasil, a artista agrega em seu trabalho sopros das criações de seus pais nos anos 70 a novas experiências autorais. Entre obras solo e em grupo, sua produção se finca no corpo como disparador de discussões, abarcando desde as relações entre corpo, dança e memória (nas parcerias com a mãe), passando por temas universais catalisados pela linguagem singular, multilíngue e rapsódica do Grupo Katharsis, às experiências sobre o corpo feminino em "Mulher sem fim"(solo de 2017). Como definiu o crítico boliviano Mijail Zapata, “corpo e feminismo são os dois materiais que formam o canto de ‘Mulher sem fim’”, uma criação impactada diretamente pelos anos de experiência junto ao Katharsis e ao Pró-Posição.

Foi citada como uma das mais importantes artistas de sua geração em dois editoriais escritos pelo pesquisador e crítico teatral Alexandre Mate, em 2014 e 2015, a saber:

• http://www.miguelarcanjoprado.com/2014/08/03/coluna-do-mate-mulheres-gigantes-do-teatro/

• https://fentepira.wordpress.com/alexandre-mate-leituras-criticas/alexandre-mate-fentepira-2015/#jp-carousel-1888

Currículo

Bailarina, atriz (finalista ao Prêmio APCA de melhor atriz em 2015) e pesquisadora. Atua na interface da dança, do teatro e da música, em parceria com seus pais, Janice Vieira (coreógrafa e musicista) e Roberto Gill Camargo (diretor, dramaturgo e iluminador). Tem doutorado em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP e é professora do Departamento de Artes Cênicas da ECA-USP, no campo de estudos do corpo e da voz. Já circulou por festivais internacionais no Brasil (Festival Panorama de Dança, 2007), Bolívia (DANZÉNICA, 2017 e FITAZ, 2018), Portugal (Festival da Fábrica, 2006), Argentina (Jornadas de Investigación en Danza, 2018) e Bélgica (Festival Internacional de Teatro de Namur, 2013). Desde 2008, vem criando obras autobiográficas, focadas na relação entre dança, memória e citação, junto à sua mãe e o Grupo Pró-Posição. Numa pesquisa permanente, a parceria com sua mãe foi agraciada com os prêmios APCA-Investigação Continuada em Dança (2013), Prêmio Governador do Estado (2013), Prêmio Denilto Gomes - Melhor Intérprete (2017) e Indicação ao Prêmio APCA-Melhor espetáculo 2017. Desde 1999, atua como atriz e preparadora corpovocal do Grupo Katharsis Teatro, em trabalhos multilíngues, focados em dramaturgia não-lienar, sob direção de seu pai. Junto ao Katharsis, recebeu 7 prêmios de melhor atriz em festivais nacionais e foi indicada ao APCA de melhor atriz em 2015.