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Palhaça Fran

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Se rir é o melhor remédio, o espetáculo “Fran World Tour - Eu só preciso ser amada”  é um

antídoto para tratar o mau humor e ainda sanar a lacuna de reflexão sobre algumas das pautas

contemporâneas em voga como a força feminina e liberdade do corpo da mulher. Com estreia

no dia 06 de novembro, terça-feira, às 20 horas, no Teatro Candido Mendes, em Ipanema, o

solo foi idealizado pela atriz-pesquisadora Rafaela Azevedo. Em cena, a palhaça Fran brinda o

desbunde e a fantasia trazendo ao palco seus sonhos e inquietações.

- Nosso corpo é uma fonte inesgotável de potência vital e precisa ser explorado pela nossa

curiosidade, para descobrir de forma livre e saudável o que eu realmente desejo, para ter

prazer  no sentido amplo da existência; e também descobrir o que não me interessa, o que me

agride e por isso delimito pra fora do que quero experienciar - pontua Rafaela.

Deslocando a crítica de um possível lugar sisudo, Rafaela mergulhou na pesquisa sobre a

palhaçaria e, junto a outras artistas da cidade, vem renovando a cena dessa linguagem no Rio

de Janeiro promovendo cabarés e eventos em que as mulheres tem a vez e mostram que são,

sim, cheias de graça. Para fortalecer ainda mais o laço - e o movimento do nariz vermelho

feminino - a atriz e palhaça convocou a artista Natascha Falcão para a direção de seu primeiro

solo.

Também atriz, bailarina e cantora, Natascha vem pesquisando as interseções entre a

comicidade e a estética do burlesco, que aparece no espetáculo para dar vazão ao sonho da

palhaça Fran de tornar-se um ícone mundial.

- A linguagem da palhaçaria é sobre transformar em força cênica e universal os fracassos

pessoais, estabelecendo assim a comunicação com o público que ri por se identificar tão

humana(o)  quanto a palhaça ou palhaço. Quando aceito minhas inadequações reconheço que

todos têm as suas e respeito nossas diferenças. Meu sonho é que cada vez mais as palhaças

inspirem pessoas a se aceitarem como são e também aos outros. Espero que a cada encontro

do espetáculo a gente consiga, através do riso, sentir muito prazer e amor - comenta Rafaela,

que pesquisa a linguagem da máscara teatral há cinco anos.

Além da linguagem da palhaçaria e toda a liberdade que esta compreende, o solo utiliza ainda

elementos de dança, comédia física e música, fazendo rir sem perder o rebolado, nem a

exuberância dos brilhos, das plumas e paetês.

O espetáculo segue temporada até o dia 18 de dezembro, sempre às terças-feiras.

Sinopse

Fran World Tour - Eu só preciso ser amada é o retrato íntimo de uma palhaça-artista que

prepara um show para mostrar todas as suas habilidades “geniais”. Atriz, bailarina, cantora,

poeta, modelo, estilista e apaixonada, Fran quer o que todo mundo também deseja: ser amada.

Para cativar o espectador (real e imaginário), Fran irá romper os limites palco-platéia tornando

o público seu cúmplice na realização dos seus sonhos.

Currículo

CURRÍCULO PROPONENTE

Rafaela Azevedo é palhaça, atriz e pesquisadora das potencialidades do corpo, energia e comicidade. Formada em 2012 pela CAL – Casa das Artes de Laranjeiras - RJ.

Integrou o Grupo Teatral Moitará durante 5 anos, onde dedicou tempo integral ao trabalho de treinamento, pesquisa sobre a linguagem e confecção da Máscara Teatral. De 2016 a 2018 participou como atriz-pesquisadora do núcleo APA (Ateliê de Pesquisa do Ator), grupo que desenvolve uma pesquisa em artes cênicas sob a coordenação de Carlos Simioni (Lume Teatro) e Stephane Brodt (Amok Teatro) e busca a construção de metodologia própria e inédita de formação de atores e pesquisadores, com encontros mensais em Paraty.

Participou do Pólo Carioca de Circo, coordenado pelo Grupo Off-Sina, no estudo da palhaçaria sob a perspectiva de diferentes profissionais renomados na área, como Ricardo Puccetti, Lily Curcio, Ésio Magalhães. Já trabalhou com Enrico Bonavera (Piccolo Teatro de Milão), Donato Sartori e Paola Piizzi (Centro Máscara e Estrutura Gestual - Itália), Lina Della Rocca (Itália), Ivan Tanteri (Itália), Alan Alberganti (França). Atuou no espetáculo Jumbo - Eu visito tua ausência, dirigido por Joana Lebreiro nos anos de 2014 a 2016. Em 2015 e 2018 participou das duas edições do Festival Internacional de Mulheres nas Artes Cênicas. Em 2016 participou do documentário “Sentidos da Máscara”, realização do Grupo Moitará. Em 2018 foi a palhaça mestre de cerimônia da abertura do Festival Internacional "Esse Monte de Mulher Palhaça", no mesmo ano estreou seu primeiro solo "Fran World Tour - Eu só preciso ser amada", que está atualmente em turnê, já tendo passado no Brasil pelas Zonas Sul, Norte, Baixada Fluminense e litoral do Rio de Janeiro, no sul em Londrina e internacionalmente na Itália, Alemanha e Portugal. É co-idealizadora do Coletivo Profanas Palhaças de Cabaré, rede de Palhaças do Rio de Janeiro. Ministra a oficina Onde Botei meu Nariz ao lado de Karla Concá, grupo “As Marias da Graça”. Atualmente desenvolve sua pesquisa pessoal e oferece treinamentos dentro do projeto MOVER o Invisível, em que reúne pesquisadores uma vez ao mês para investigação do trabalho pré expressivo da/do artista e dedica-se ainda, à pesquisa sobre metodologia técnica e dramatúrgica da palhaçaria feminina.