OBRA

Dom Quixote

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Sinopse

Livre adaptação da obra de Miguel de Cervantes, “Dom Quixote” recebe tradução cênica sobre um homem, interno de um hospício, apaixonado por livros, que decide tornar-se um cavaleiro andante, sob a alcunha de Dom Quixote, com o propósito de ajudar as pessoas a vencerem às opressões do mundo. Ele terá por companhia o fiel enfermeiro Sancho Pança, que se torna, nas mais diversas aventuras por uma Espanha atemporal, seu fiel escudeiro.

Release

Livremente inspirada na obra-prima do escritor espanhol Miguel de Cervantes (1547-1616), Dom Quixote, com direção de Rodrigo Audi, estreia no Teatro Cacilda Becker, de 5 a 27 de outubro, e em seguida, cumpre uma nova temporada no Centro Cultural da Vila Formosa, entre 2 e 23 de novembro. Pensada para agradar a todos os públicos, sobretudo crianças e idosos, a peça tem elenco formado por Angela Ribeiro, Carú Lima, Hercules Morais, João Attuy e Rita Pisano.

A trama narra as aventuras de um homem, interno de um hospício, apaixonado por livros, que decide tornar-se um cavaleiro andante, sob a alcunha de Dom Quixote, com o propósito de ajudar as pessoas a vencerem as opressões do mundo. Ele terá por companhia o fiel enfermeiro Sancho Pança, que se torna, nas mais diversas aventuras por uma Espanha atemporal, seu fiel escudeiro.

Juntos, eles se deparam com um mundo imaginário esquecido em meio a solidão e distância dos parentes que vivem na metafórica e plástica sociedade pragmática contemporânea. Assim como no clássico de Cervantes, a terceira peça da companhia lembra o espectador de que as pessoas podem criar narrativas próprias em detrimento a tanta informação superficial que já recebem pronta e esvaziada de sentido. Criar narrativas é uma maneira de entrar em contato consigo e possibilitar o alargamento de si.

A encenação aproxima a luta das crianças – contra a perda do imaginário – e de idosos – contra o esquecimento – em um diálogo afetivo, reflexivo e intergeracional, mostrando que os nossos limites e a possibilidade de superação de nossos desafios reais e imaginários são inventados por nós mesmos, pelas nossas sombras e por nossos dogmas.

Amparada na experiência da companhia na passagem de seus integrantes pelo CPT (Centro de Pesquisa Teatral do Sesc, coordenado por Antunes Filho), que tem como diferencial o debruce no teatro de classificação livre – um infantil para adultos, um adulto para crianças –, a montagem, minimalista, privilegia a interpretação dos atores e o uso de recursos essenciais à cena, característica do trabalho do grupo, já vista nos espetáculo Oliver Twist e Agora Eu Era o Herói.

Sobre a Cia. UM de Teatro

A CIA UM tem recebido destaque na imprensa e crítica especializada, em atividade desde 2013, é composta por artistas formados no CPT (Centro de Pesquisa Teatral do SESC), sob coordenação de Antunes Filho, um dos maiores diretores de teatro do mundo e formador de gerações de atores, dramaturgos, cenógrafos e figurinistas importantes no cenário brasileiro. O diferencial de nossa companhia é o debruce no teatro de classificação livre; "Um infantil para adultos, um adulto para crianças". Entendemos a importância de promover um espetáculo em que adultos e crianças possam se relacionar com o trabalho a partir de pontos de vistas diferentes. Tomamos o cuidado fundamental de não subestimar a capacidade das crianças em ativar imagens sensíveis e proporcionar um teatro que agrega significados para todas as faixas etárias. Os dois trabalhos anteriores do coletivo são “Agora eu Era o Herói” (2014) e “Oliver Twist” (2016).

Sobre Rodrigo Audi (Diretor Artístico)

Diretor, dramaturgo, ator e professor de interpretação. Foi, durante dez anos, integrante do CPT (Centro de Pesquisa Teatral) coordenado por Antunes Filho, onde exerceu as funções de professor, coordenador dos núcleos de interpretação e de dramaturgia, além de ator nos espetáculos "A Pedra do Reino", de Ariano Suassuna, e "Senhora dos Afogados", de Nelson Rodrigues, ambos dirigidos por Antunes Filho. Também atuou nos espetáculos "Um Número", de Caryl Churchill, direção de Bete Coelho (2004), "Jaguar Ciber- nético", direção e autoria de Francisco Carlos (2011), "Amor de Mãe", de Elzemann Neves, com direção de Eric Lenate (2013) e "A Tempestade", de William Shakespeare, direção de Gabriel Villela (2015). Foi assistente de direção do espetáculo "Macbeth", de William Shakespeare, direção de Gabriel Villela (2012).

Ficha Técnica

Direção: Rodrigo Audi

Dramaturgia: Angela Ribeiro, Hercules Morais e Rodrigo Audi

Elenco: Angela Ribeiro, Carú Lima, Hércules Morais, João Attuy e Rita Pisano

Direção de Arte: Clissia Morais

Estágio Direção de Arte: Victor Hugo Landin

Estandarte Quixote: Geraldo Martins

Ilustrações: Lori Servilha

Cenografia: Julia Armentano e Maira de Benedetto

Coordenação Cenotécnica e Adereços: Alicio Silva e Giorgia Massetani

Equipe de Cenotécnica: Cleiton Willy, Deoclecio Alexandre, Leandro Bruno, Igor B. Gomes, Juliana Magalhães, Sara Cavalcanti e Tati alvarenga

Figurinos: Alex Kazuo

Visagismo: Eliseu Cabral

Desenho e Operação de Luz: Junior Docini

Pesquisa Musical: Leonardo Santiago, Pedro Cury e Rodrigo Audi

Trilha Sonora Original: Pedro Cury

Operação de Som: Romário Lopes

Consultoria de Dança Flamenca: Fernanda Assef

Artistas Mediadores das Ações Paralelas: Carú Lima e Hércules Morais

Mídias Sociais e Conteúdos Audiovisuais: Denis Rosa

Estagiária: Lívia Gioia

Designer Gráfico: Angela Ribeiro

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Direção de Produção: Fernando de Marchi

Assistente de Produção: Felipe Hofstatter

Produção: De Marchi Produções Artísticas

Realização: CIA UM

Quem assina a obra?

Rodrigo Audi

Produtores

Fernando de Marchi

Currículo

Este clássico da literatura universal, originalmente intitulado El ingenioso hidalgo Don Qvixote de La Mancha, foi criado pelo autor espanhol Miguel de Cervantes Saavedra, que viveu de 1547 a 1616. Ele foi publicado pela primeira vez em 1605, na cidade de Madri. Estruturalmente o livro é dividido em 126 capítulos, organizado em duas partes – a primeira lançada em 1605 e a posterior em 1615.

Dom Quixote foi publicado em uma época de grandes transformações; os romances de cavalaria, até então ocupando um lugar de destaque na literatura popular, já começavam a decair. Seguindo as inovações vigentes no contexto em que viveu, Cervantes satiriza este estilo literário, criando nesta obra uma paródia das novelas medievais protagonizadas por cavaleiros heróicos.

Este livro é praticamente um pioneiro da literatura moderna européia, representando para muitos críticos e leitores a melhor produção literária espanhola. Em maio de 2002 ele foi eleito a maior criação ficcional até hoje produzida, em uma eleição instituída pelo Clube do Livro Norueguês.

Cervantes cria neste clássico da literatura um personagem inesquecível, imortalizado por leitores de todas as épocas. Quem nunca ouviu falar de Dom Quixote? Este protagonista, um nobre espanhol, já em idade avançada, passa a ter alucinações depois de ler com frequência os romances de cavalaria. Ele passa a crer que todas as ações heróicas praticadas pelos personagens destas novelas são reais, e decide também se transformar em um cavaleiro.

O fidalgo sai como nômade mundo afora, enfrentando perigos criados pela sua fértil imaginação, como os célebres moinhos de vento que ele combate em uma das passagens mais famosas desta narrativa. Conhecido também como o Cavaleiro da Triste Figura, o espanhol se reveste de uma antiga armadura legada por seu bisavô, improvisa um capacete de papelão e assume o título de Dom Quixote de La Mancha. Segue em seu cavalo Rocinante, acompanhado de seu fiel servidor, Sancho Pança, elegendo também uma amada, a dama Dulcinéia, assim batizada por ele.

As duas partes desta obra apresentam atmosferas distintas. A primeira, em estilo mais maneirista, transmite uma intensa sensação de liberdade, enquanto a outra, tendendo para o barroco, passa ao leitor um sentimento asfixiante, um ar sufocante, como se suas páginas pudessem encerrar dentro de si todos que por elas se aventurassem. Aqui os protagonistas parecem caminhar da esfera da imaginação para os limites irremediáveis da realidade.

Também os personagens se contrapõem, simbolizando universos diferentes, embora pareçam caminhar pela mesma estrada. Sancho tem os pés mais próximos do real, enquanto Dom Quixote transita pela esfera do imaginário. Esta novela realista e satírica só pode concluir com o retorno do fidalgo ao mundo da razão e do bom senso, pois não há mais espaço para heróis nos tempos modernos.

Repertório Músical

Paixão Segundo São Mateus Johann Sebastian Bach

Conquest Corkey Robbins

L'última Diligenza Di Red Rock Ennio Morricone

The Flower Duet Léo Delibes

San Vicente Fernando Brant / Milton Nascimento

Críticas e citações na imprensa

http://www.pecinhaeavovozinha.com.br/critica-dib-dom-quixote/?fbclid=IwAR2HZJhJnNTDYl4ASKbxiTkPKb3HiuffbgOZA-2zV7n4Vk9Kr3qzW8EfOus

Histórico de Apresentações

Espetáculo contemplado pelo Prêmio Cleyde Yáconis nº 24/2018/SMC/CFOC, cumpriu temporada nos Teatros Cacilda Becker e Centro Cultural da Vila Formosa nos meses de Outubro e novembro de 2019.

Descrição da bagagem (Volumes e Pesos) e do Cenário/da Obra

nosso cenário será transportado por veículo próprio da companhia, num veículo de 4m de comprimento, por 3m de altura

Descrição do Público Alvo

crianças e idosos